9.12.10

O meu universo...




"Existe aqui uma mulher
Uma bruxa, uma princesa
Uma diva, que beleza!
Escolha o que quiser
Mas ande logo
Vá depressa
Nem se atreva
A pensar muito
O meu universo
Ainda despreza
Quem não sabe
O que quer..."



1.12.10

Sabe...

 

       Não sei o que está acontecendo comigo, diz a paciente para o psiquiatra.
           Ela sabe.
      Não sei se gosto mesmo da minha namorada, diz um amigo para outro.
           Ele sabe.
      Não sei se quero continuar com a vida que tenho, pensamos em silêncio.
           Sabemos, sim.
     Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro de nós grita. Tentamos abafar este grito com conversas tolas, elucubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos utilizar para procurar uma verdade que se encaixe nos nossos planos: será infrutífero. A verdade já está dentro, a verdade se impõe, fala mais alto que nós, ela grita.
      Sabemos se amamos ou não alguém, mesmo que esteja escrito que é um amor que não serve, que nos rejeita, um amor que não vai resultar em nada. Costumamos desviar este amor para outro amor, um amor aceitável, fácil, sereno. Podemos dar todas as provas ao mundo de que não amamos uma pessoa e amamos outra, mas sabemos, lá dentro, quem é que está no controle.
      A verdade grita. Provoca febres, salta aos olhos, desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá de dentro vêm todas as informações que passarão por uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa sair, outras a gente aprisiona. Mas a verdade é só uma: ninguém tem dúvida sobre si mesmo.
      Podemos passar anos nos dedicando a um emprego sabendo que ele não nos trará recompensa emocional. Podemos conviver com uma pessoa mesmo  sabendo que ela não merece confiança.  Fazemos essas escolhas por serem as mais sensatas ou práticas, mas nem sempre elas estão de acordo com os gritos de dentro, aquelas vozes que dizem: vá por este caminho, se preferir, mas você nasceu para o caminho oposto. Até mesmo a felicidade, tão propagada, pode ser uma opção contrária ao que intimamente desejamos. Você cumpre o ritual todinho, faz tudo como o esperado, e é feliz, puxa, como é feliz. E o grito lá dentro: mas você  não queria ser feliz, queria viver!

     Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o alto.
            Sabe.
     Eu não sei por que sou assim.
            Sabe.                            

30.11.10

Eu pago resgate


   É preciso disposição para o amor e para todos os seus desdobramentos. Devo estar desequilibrada mesmo, nunca falei tanta besteira. Mas é fato, ando com preguiça de interpretar o mundo, de entender as pessoas, de procurar os sete erros. Gostaria de ter todas as respostas na última pagina, de ter um manual de atitudes sensatas, de ter o pensamento voltado pra Meca.
   Queria que houvesse um serviço de tele-soluções entregues a domicílio em menos de meia hora. Que gorjeta boa eu daria. Cansei de filme de guerra, holocausto, tortura, exorcismo, crise existencial, seqüestros, erro médico, suicídio, trapaça. Agora só vejo comédia romântica, dessas que não valem o preço do ingresso.
   Ando abençoando a alienação, eu que tinha uma dificuldade crônica em concordar com os outros, que consumia arte e perversão, filosofia e rock´n´roll, literatura e álcool, Almodóvar e beijos lascivos. Me quero de volta, eu pago resgate.

29.11.10

Não era amor...

  

   …Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando á pé pra casa, avariada.
    Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fadas, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.
   Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor...”

28.11.10

Mas o insuportável é uma medida que nunca tem limite...


Não sei se as pessoas choram de forma diferente umas das outras, eu choro contraída, como se alguém estivesse perfurando minha alma com uma lâmina enferrujada, choro como quem implora, pare, não posso mais suportar, mas o insuportável é uma medida que nunca tem limite, eu chorei no domingo, na segunda, na terça, em várias partes do dia e da noite, um choro de quem pede clemência, de quem está sendo confrontado com a morte, eu estava abandonando uma vida que não teria mais, eu sofria minha própria despedida, morte e parto, eu tinha que renascer e não queria, não quero, sinto que caí num vácuo, perdi a parte boa da minha história, e não quero outra, enquanto choro penso que se alguém me visse chorar dessa maneira me salvaria, prestaria socorro, chamaria uma ambulância, eu nunca vi você chorar, você alguma vez chorou por mim, você sofre a minha ausência, sente minha falta? Estar sozinha nessa aflição me condói de mim mesma, é o labirinto do inferno, não há saída, não há saída, você não está me esperando lá fora, nem hoje, nem amanhã, você não vai fazer nenhum gesto para me resgatar, e se fizesse, eu não estenderia minha mão, e é isso que me faz descrer de tudo, eu sei que acabou, eu estava infeliz ao seu lado, eu estou infeliz sem você, mentira, eu era feliz ao seu lado, e nem sei se a palavra é essa, feliz. Felicidade é um resumo fácil, uma preguiça de investigar o muito mais que nos ergue diariamente, na época era o que me bastava, eu sabia onde estava e com quem, eu não estou infeliz, eu só estou perdida e não consigo mandar nenhum S.O.S., ninguém sabe onde estou, largaram meu corpo em cima dessa cama e ninguém me procura...     

19.11.10

Dúvidas...


Brincadeiras a parte, a pessoa que vai te fazer perder o chão pode ser qualquer um desses tipinhos típicos! Por ele você não se importaria com as 20 ligações por dia. Não se importaria de disputar com a própria prima. Não se importaria em ficar sozinha em um feriado porque ele tá de plantão. Por ele, vale a pena. E quer saber? Quando ele realmente quiser, TE quiser, você vai perceber. A hora chega, o jogo vira. Uma hora, eles cansam de andar de bicicleta. O grande problema disso tudo: Quando você tá bem, consciente de que ele não quer as mesmas coisas que você, ele te procura. Ele muda de idéia, ele nota que você é diferente das outras, que é especial. Somos mulheres, tínhamos notado isso muito tempo antes, lembra? E agora, eu ainda quero? Sua vez de esperar e ter dúvidas.


26.9.10

Palavras, apenas palavras...


Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina, paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva, minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras, apenas
Palavras pequenas
Palavras...
Palavras, apenas
Palavras pequenas
Palavras, momentos
Palavras palavras
Palavras palavras
Palavras ao vento...


17.8.10

And she will be loved...


 I know where you hide
Alone in your car
Know all of the things that make you who you are
I know that goodbye means nothing at all
Comes back and begs me to catch her every time she falls
 


I don't mind spending everyday
Out on your corner in the pouring rain
Look for the girl with the broken smile
Ask her if she wants to stay awhile
And she will be loved
And she will be loved
And she will be loved
And she will be loved
 

 I don't mind spending everyday
Out on your corner in the pouring rain

...
  




1.8.10

Por que você ama quem você ama?


    Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo.
    Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
   Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
   Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim.
   Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar (ou quase). Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor?
   Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
 
   Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida!  

Martha Medeiros

30.7.10

Por onde andará...



   Será que é de marte, será que dá sorte, será buda, cética ou zen? Virá no apito de um trem? Que corpo será que ela tem? Tem rabo de peixe ou cara de pau? Tricolor brasileiro ou Internacional? Será que ela é hippie ou será que ela é paty? Voará de asa delta ou de fio dental... Virá numa rave afinal? Parada pirada ou normal? Gaúcha ou oriental? Será num imenso lual... Será uma santa ou até nem pra tanto? Será uma ninfa do mal? Será uma anja de sexo raro, um puro amor animal... Terá da Marisa o vocal? Será apenas instrumental? Em química ou natural? Verdadeira ou virtual? Uma ninja ligeira ou coisa e tal... Será uma índia de água doce ou uma surfista prateada com sal? Romântica ou carnaval? Do reggae ou do metal? Enfermeira ou médica surreal? Guria ou mulher fatal, novela e vida real...
   
Serena Sirena - Lunar

 

28.7.10

Viver e correr o sagrado risco do acaso...




E será inútil esforçar-se para esquecer - tudo o que um dia se misturou carregará consigo partículas do outro. Talvez venha o arrependimento, o recomeço, as cores voltem a brilhar como antes - mas não se pode contar com isso. Não se pode contar com nada. O único caminho viável é viver e correr o sagrado risco do acaso. E substituir o destino pela probabilidade.


Clarisse Lispector


  Não se pode contar com nada até que nos deixemos viver certas coisas e momentos que julgavamos impossíveis de conseguir tornar aceitáveis, sendo assim, deixando as coisas acontecerem, muitas vezes, somos surpreendidos por um ótimo "sagrado risco do acaso".


  Quem duvida?

27.7.10

Um momento que você sempre quis ter de volta.


   

   Você já se perguntou se somos nós que fazemos os momentos em nossas vidas ou se são os momentos da nossa vida que nos fazem? Se você pudesse voltar no tempo e mudar apenas uma coisa na sua vida, você mudaria? E se mudasse, será essa mudança tornaria a sua vida melhor? Ou será que ela acabaria partindo o seu coração? Ou partindo o coração de outro? Será que você escolheria um caminho totalmente diferente? Ou você só mudaria uma única coisa? Um único momento? Um momento que você sempre quis ter de volta. 
 
(One Three Hill)

23.7.10

É lua cheia hoje, e lembrei de você, do outro lado do mundo...




   Querido John conta a história de John Tyree (Channing Tatum) e de Savannah Curtis (Amanda Seyfried). Durante sete tumultuosos anos, o casal é separado pelas missões cada vez mais perigosas de John. Apesar de se encontrarem apenas esporadicamente, o casal mantém o contato por meio de uma enxurrada de cartas de amor. Essa correspondência acaba por provocar uma situação com consequências nefastas.


     Baseado no livro do escritor Nicholas Sparks, mesmo autor de 'Diário de uma Paixão' e 'Um Amor para Recordar'.




"Mas eu a conheci, e é isso que torna minha vida atual tão estranha.
Eu me apaixonei por ela enquanto estávamos juntos, e me apaixonei ainda mais nos anos em que ficamos separados.
Nossa história tem três partes: um começo, um meio e um fim.
Embora seja assim que todas as histórias se desenrolam, ainda não consigo acreditar que a nossa não durará para sempre.
Reflito sobre essas coisas, e como sempre, nosso tempo juntos retorna à minha mente.
Relembro como tudo começou, pois agora essas memórias são tudo o que me resta."


(Querido John)


Recomendo também o livro!

22.7.10

Eu sou alguém que ama muito outro alguém...



TRIBUTO A UM CÃO!

... O mais altruísta dos amigos que um homem pode ter, neste mundo tão egoísta, aquele que nunca abandona e nunca mostra ingratidão ou deslealdade, é o cão..." Senhores jurados: o cão permanecerá com seu dono na prosperidade e na pobreza. Ele dormirá no chão frio, onde os ventos hibernais sopram e a neve se lança impetuosamente. Quando só ele estiver ao lado do seu dono, beijará sua mão que não lhe tem alimento a oferecer, lamberá suas feridas e as dores que aparecem nos encontros com a violência do mundo. Ele guardará o sono de seu pobre dono, como se fosse o sono de um príncipe. Quando todos os amigos o abandonarem, o cão permanecerá; quando a riqueza desaparecer e a reputação se despedaçar, ele será constante como o sol em sua jornada através do firmamento. Se a fortuna arrastar o dono para o exílio, o desamparo e o desabrigo, o cão fiel pedirá o privilégio maior de acompanhá-lo, para protegê-lo contra o perigo e para lutar contra seus inimigos. E quando a última cena se apresentar, a morte o levar em seus braços e seu corpo for deixado na laje fria, não importa que todos os amigos sigam seu caminho: lá ao lado da sepultura, se encontrará o nobre cão. Cabeça entre as patas, olhos tristes, mas em atenta observação, fé e confiança. Mesmo na morte! Esse tributo foi apresentado ao júri popular pelo ex-senador George Vest, então advogado, que representou o proprietário de um cão morto a tiros, propositadamente, pelo vizinho. O fato ocorreu à um século, nos Estados Unidos. O senador ganhou a causa e hoje existe uma estátua do cão na cidade e seu discurso está inscrito na entrada do tribunal de justiça.