22.7.10

Eu sou alguém que ama muito outro alguém...



TRIBUTO A UM CÃO!

... O mais altruísta dos amigos que um homem pode ter, neste mundo tão egoísta, aquele que nunca abandona e nunca mostra ingratidão ou deslealdade, é o cão..." Senhores jurados: o cão permanecerá com seu dono na prosperidade e na pobreza. Ele dormirá no chão frio, onde os ventos hibernais sopram e a neve se lança impetuosamente. Quando só ele estiver ao lado do seu dono, beijará sua mão que não lhe tem alimento a oferecer, lamberá suas feridas e as dores que aparecem nos encontros com a violência do mundo. Ele guardará o sono de seu pobre dono, como se fosse o sono de um príncipe. Quando todos os amigos o abandonarem, o cão permanecerá; quando a riqueza desaparecer e a reputação se despedaçar, ele será constante como o sol em sua jornada através do firmamento. Se a fortuna arrastar o dono para o exílio, o desamparo e o desabrigo, o cão fiel pedirá o privilégio maior de acompanhá-lo, para protegê-lo contra o perigo e para lutar contra seus inimigos. E quando a última cena se apresentar, a morte o levar em seus braços e seu corpo for deixado na laje fria, não importa que todos os amigos sigam seu caminho: lá ao lado da sepultura, se encontrará o nobre cão. Cabeça entre as patas, olhos tristes, mas em atenta observação, fé e confiança. Mesmo na morte! Esse tributo foi apresentado ao júri popular pelo ex-senador George Vest, então advogado, que representou o proprietário de um cão morto a tiros, propositadamente, pelo vizinho. O fato ocorreu à um século, nos Estados Unidos. O senador ganhou a causa e hoje existe uma estátua do cão na cidade e seu discurso está inscrito na entrada do tribunal de justiça.

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